Professor da ESEG é finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 com livro sobre Redes Neurais

Professor da ESEG é finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 com livro sobre Redes Neurais

por Renata

13/08/2026

1 min de leitura
Professor da ESEG é finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 com livro sobre Redes Neurais

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Obra de Marino H. Catarino ficou entre os cinco finalistas da categoria Ciência da Computação e aborda conceitos fundamentais de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina

 

O professor da ESEG, Marino H. Catarino, foi um dos cinco finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026, na categoria Ciência da Computação, com o livro Redes Neurais. A obra apresenta conceitos fundamentais relacionados às redes neurais artificiais, ao Aprendizado de Máquina e à Inteligência Artificial, combinando fundamentos teóricos e aplicações práticas.

Publicado pela Editora Freitas Bastos, o livro surgiu a partir da experiência do professor com a produção de conteúdo acadêmico na área de computação. A trajetória teve início em 2022, quando Marino foi convidado pela editora para escrever uma obra sobre Teoria Computacional. O trabalho resultou no livro publicado em 2023 e, posteriormente, em Teoria dos Grafos, lançado em 2025.

Após a publicação da segunda obra, o professor propôs a elaboração de Redes Neurais, com a intenção de contribuir para a bibliografia disponível sobre o tema. Ao longo de 2025, o material passou por revisões e foi compartilhado com profissionais da área, que destacaram seu caráter didático.

A inscrição no Prêmio Jabuti Acadêmico aconteceu no início de 2026, por iniciativa da editora. O livro avançou na premiação e chegou ao Top 5 da categoria Ciência da Computação, reconhecimento que, para Marino, representa uma importante validação da qualidade técnica e didática da obra.

“Ao escrever, não almejava participar da premiação, mas sim conseguir transmitir com qualidade os conhecimentos abordados no livro.”, declarou Marino.

Da pesquisa para a sala de aula

A produção acadêmica do professor também está diretamente relacionada ao trabalho desenvolvido na Faculdade ESEG. Marino leciona disciplinas do ciclo de Data Science, de Data Science 1 a Data Science 3, além da disciplina de Machine Learning e Hackathon.

Para ele, compreender Redes Neurais passa também por entender todo o processo de tratamento e exploração de dados que antecede o aprendizado de uma máquina. Nesse contexto, a qualidade dos dados utilizados no treinamento é fundamental para o desempenho de uma rede neural artificial.

“Ao saber colocar em prática o tratamento dos dados e a sua exploração, vistos em Data Science 2, e compreendendo bem a importância de uma base ao deixar a máquina aprender, entenderemos melhor que a qualidade de trabalho de uma rede neural artificial depende muito da qualidade dos dados que foram apresentados no aprendizado desta rede”, explica.

A conexão entre teoria e prática é um dos diferenciais da formação oferecida pela Faculdade ESEG. Em vez de concentrar o aprendizado em uma ferramenta específica, a formação busca desenvolver nos estudantes uma compreensão ampla dos conceitos relacionados à Inteligência Artificial e à Ciência de Dados, utilizando Python como linguagem para aplicação prática.

“Por mais que novas ferramentas e metodologias tenham surgido, da mesma forma algumas têm deixado de ser muito utilizadas. O aluno que aprender bem como atuar em todas as partes de Data Science e Aprendizado de Máquina com Python estará apto para utilizar qualquer ferramenta nova que surgir, pois conhecerá bem os conceitos na prática”, afirma.

Essa abordagem também aproxima os estudantes da realidade profissional. Para Marino, ao sair dos livros e colocar os conhecimentos em prática, os alunos conseguem compreender melhor como é atuar com dados e visualizar possibilidades para sua trajetória profissional.

Conhecimento que ultrapassa a sala de aula

O reconhecimento no Prêmio Jabuti Acadêmico também representa, para o professor, uma oportunidade de levar aos alunos a experiência de uma pesquisa que alcançou destaque nacional.

“É uma alegria muito grande poder compartilhar que o ensinamento que ministro nas aulas tem o reconhecimento nacional. Que as aulas, as partes práticas, os casos discutidos não são meramente adereços acadêmicos, mas sim um material de longa pesquisa e estudos”, destaca.

Criado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em 2024, o Prêmio Jabuti Acadêmico busca reconhecer obras acadêmicas de diferentes áreas do conhecimento. Para Marino, a premiação contribui para estabelecer um importante parâmetro de qualidade para as produções acadêmicas publicadas em formato de livro.

Ao chegar entre os cinco finalistas de Ciência da Computação, Redes Neurais passa a ter seu conteúdo avaliado e reconhecido por especialistas da área, algo que o professor considera especialmente significativo por sua atuação como autor e docente.

Incentivo à produção de conhecimento

A experiência com a publicação também se transforma em incentivo para os estudantes que desejam produzir conteúdo técnico, desenvolver pesquisas ou publicar seus próprios trabalhos.

Para Marino, muitos profissionais já compartilham conhecimento em fóruns, portais especializados e materiais produzidos para suas equipes de trabalho. Esse movimento, segundo ele, pode ser o primeiro passo para transformar o conhecimento acumulado em uma publicação.

“Escreva sem pretensão. Escreva por prazer e vá atrás de quais formas pode utilizar para ter o material impresso”, aconselha o professor do curso de Engenharia de Computação da Faculdade ESEG.

O docente também destaca a importância de buscar orientação e oportunidades de publicação, seja por meio de outros professores ou orientadores, no caso de artigos e pesquisas, seja pelo contato direto com editoras para a publicação de livros, e assim, alcançar seus sonhos.

A trajetória de Marino também evidencia um aspecto importante da formação oferecida pela ESEG: o conhecimento levado para a sala de aula é construído e atualizado continuamente. Professores que pesquisam, publicam, participam de projetos e acompanham as transformações de suas áreas levam essa experiência para as disciplinas, aproximando os estudantes das discussões e dos conhecimentos que estão em movimento no mercado e na academia.

Ao compartilhar a produção e a experiência de seu corpo docente, a ESEG reafirma a importância de contar com professores que permanecem em constante desenvolvimento e produção de conhecimento. Para os alunos, essa conexão significa aprender com profissionais que não apenas ensinam sobre suas áreas de atuação, mas também continuam contribuindo ativamente para elas

Renata

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