Professor faz parte de estudo com I.A. para previsão de risco de morte em cirurgias

Professor faz parte de estudo com I.A. para previsão de risco de morte em cirurgias

por Equipe ESEG

12/05/2026

3 min de leitura
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Projeto ajuda a identificar grau de risco em pessoas com cardiopatia congênita submetidas à cirurgia


O Professor-Doutor João Chang Junior, docente da ESEG, foi um dos pesquisadores a desenvolver o estudo de previsão de risco de morte em pacientes cardiopatas congênitos em cirurgia. A pesquisa gerou um artigo científico que foi publicado na revista PLOS ONE, periódico de excelência internacional, intitulado como: “Improving preoperative risk-of-death prediction in surgery congenital heart defects using artificial intelligence model: a pilot study” (Melhorando a previsão pré-operatória de risco de morte em cardiopatias congênitas em cirurgia usando modelo de inteligência artificial: um estudo piloto).

“Modelo Referencial para Melhoria de Processos Clínicos e Cirúrgicos em Pacientes Portadores de Cardiopatias: gestão, otimização e aspectos técnicos” é um projeto de pesquisa elaborado por 16 pesquisadores – entre eles o professor da ESEG – supervisionados pelo Professor-Doutor Marcelo Biscegli Jatene, diretor da Unidade de Cirurgia Cardíaca do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP). “O objetivo geral do projeto é desenvolver um modelo referencial para aumentar a eficiência e eficácia de processos operacionais e gerenciais. Visa a realização de mais atendimentos aos pacientes com cardiopatia congênita, com menos custos, menos riscos para essas pessoas e os mesmos recursos disponíveis no InCor”, relata o Professor-Doutor João Chang Junior.

A pesquisa faz parte das poucas que estudam sobre o risco de morte em cirurgias cardíacas em pessoas com cardiopatias congênitas. Como resultado, os pesquisadores do InCor-HCFMUSP e do Institut Catholique des Arts et Métiers (Icam) da França criaram a CgntSCORE, calculadora que faz a previsão de mortalidade desses pacientes adequada à realidade brasileira.

Retirados do programa de cirurgia cardíaca do InCor, os 2.240 dados de pacientes com cardiopatia congênita apoiaram no desenvolvimento e validação do modelo para a calculadora gerar as previsões. Isso possibilitará que as decisões dos profissionais de saúde sejam mais assertivas e, dessa forma, reduzirá as chances de óbitos.

O próximo passo será o desenvolvimento de metodologias que resultem na melhoria da qualidade de vida de pacientes cardiopatas congênitos submetidos à cirurgia, em função de variáveis pré, intra e pós-operatórias.

“A importância de ser um pesquisador em quaisquer áreas de interesse, adaptando metodologias de inteligência artificial para a resolução de problemas complexos, com um volume expressivo de informações, que podem ou não afetar o resultado de um processo, é um diferencial importante para o sucesso profissional nos dias de hoje”, declara Chang.

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