A Faculdade ESEG realizou, no dia 13 de fevereiro, uma visita acadêmica ao Museu da B3, espaço dedicado à história do mercado de capitais brasileiro e à educação financeira. O museu, que já recebeu mais de 170 mil visitantes, tem o propósito de aproximar a sociedade do universo dos investimentos e tornar o tema mais acessível ao público.
A atividade foi aberta a calouros e veteranos de todos os cursos da Faculdade, com a proposta de possibilitar uma experiência prática diferente fora da sala de aula. A caloura de Economia, Vitória Quissak, contou que ficou surpresa com o convite logo no início da graduação. “O passeio foi incrível, aprendi demais”, destacou.
Durante a visita, os alunos conheceram como surgiram as primeiras negociações financeiras no Brasil, ainda nas praças públicas, quando apólices eram comercializadas para financiar obras no período do Império.
O percurso histórico abordou a criação do Tesouro Nacional, a atuação de corretores oficiais e corretores livres, além de momentos marcantes como o crash da bolsa de Nova York, que impactou economias ao redor do mundo.
Os estudantes também aprenderam sobre a evolução dos leilões de títulos públicos que deixaram de acontecer nas praças e passaram a ocorrer em ambientes específicos, dando origem às Bolsas de Valores.
Um dos pontos debatidos foi a percepção de que investir na Bolsa é “coisa de gente experiente e com muito dinheiro”, ideia que o museu busca desconstruir ao mostrar que o acesso ao mercado é cada vez mais democrático.
Outro aspecto que se destacou durante a visita foi a transformação tecnológica no mercado financeiro. Para o aluno do primeiro semestre de Engenharia da Computação, Filipe Batista, a experiência lhe permitiu conectar os conteúdos de Economia com sua própria área de formação. “Achei muito interessante ver como a tecnologia revolucionou a Bolsa de Valores e como tudo foi modificado pelo uso de softwares. Foi uma aula maravilhosa que eu tive fora da sala e só tenho a agradecer”, finalizou.
A visita teve como finalidade despertar o “investidor adormecido” e reforçar que, com informação e preparo, é possível participar do mercado financeiro de forma consciente e estratégica.